sexta-feira, agosto 10, 2007

Acabando com Setores Defeituosos dos HD's

Um dos problemas que mais aterroriza os usuários é o aparecimento de setores defeituosos. Esta também é a fonte de inúmeras lendas, “Se aparecer um setor defeituoso é melhor jogar fora o HD e comprar outro”, “se você fizer uma formatação física, os setores defeituosos somem”


Mas não é bem por aí; setores defeituosos, ou simplesmente bad clusters, são erros físicos nos discos magnéticos, falhas na superfície de gravação que podem surgir devido a picos de tensão ou devido ao envelhecimento da mídia.


No primeiro caso, não há motivo para desespero, pois quando a cabeça de leitura do HD está lendo um setor e subitamente a energia é cortada, pode ser que o setor acabe sendo danificado, neste caso basta marcar o setor usando o scandisk e continuar usando normalmente o disco. A menos que hajam novos picos de tensão, dificilmente novos setores defeituosos surgirão. Por exemplo, tenho um HD de 2.6 GB, com dois bads que surgiram pouco tempo depois de comprá-lo, após alguns picos de tensão (realmente a eletricidade aqui onde moro é precária) mas, depois de comprar um no-break, continuei usando o disco sem mais nenhum problema, antes com disco principal, e atualmente como slave do primeiro disco, sem que novos bads aparecessem.


O segundo cenário, que normalmente ocorre com HDs com mais de 2 ou 3 anos de uso, é bem mais grave. Com o passar do tempo, e após sucessivas leituras, a superfície magnética dos discos começa a se deteriorar, fazendo com que novos setores defeituosos apareçam periodicamente. Para que um setor seja marcado como defeituoso, não é preciso que o setor falhe sempre, apenas que falhe durante o teste do scandisk. Por isso é que em HDs muito velhos, é comum serem marcados novos setores defeituosos a cada vez que o exame de superfície é feito. Neste caso, não é aconselhável continuar usando o HD, pelo menos para guardar dados importantes.


Mas, mesmo para estes HDs condenados, às vezes existe uma solução. É comum a maioria dos setores aparecerem mais ou menos agrupados, englobando uma área relativamente pequena do disco. Usando o scandisk do MS-DOS, basta ver o mapa do disco, onde os “B” representam os clusters defeituosos. Se houverem muitos bad clusters em áreas próximas, você pode reparticionar o disco, isolando a área com problemas. Se por exemplo você perceber que a maioria dos defeitos se encontra nos últimos 20% do disco, basta abrir o FDISK, deletar a partição atual e criar uma nova, englobando apenas 80% do disco. Neste caso perdemos alguma área útil, mas pelo menos podemos continuar usando o disco com mais segurança.


Praticamente todos os HDs modernos possuem uma pequena área reservada no final do disco, que não é usada para gravar dados, mas sim para substituir setores defeituosos. Neste caso, ao rodar o programa adequado, o endereço dos clusters com defeito é alterado, e passa a apontar para um dos setores da área reservada. O cluster defeituoso deixa de ser visto, passando a ser usado seu “substituto”. Esta mudança é feita diretamente na tabela de endereços dos setores e é completamente transparente ao sistema operacional.


Na verdade, a maioria dos HDs novos saem de fábrica já com alguns setores defeituosos, que representam mínimas imperfeições na superfície magnética do disco. Porém, antes dos HDs saírem da fábrica, os endereços dos clusters com defeito são alterados, apontando para outros da área reservada, de modo que o HD pareça imaculado. É justamente este processo que muitos usuários chamam de “formatação física”. Vale lembrar que este é um processo lógico, como já disse em outras ocasiões, não existe formatação física em HDs padrão IDE, isso é uma fantasia.


O número de setores reservados varia de fabricante para fabricante, mas em geral temos apenas algumas dezenas deles. Isto significa que este procedimento pode ser usado caso você tenha apenas algumas bads no HD. Caso uma grande área do disco esteja danificada, a única solução aconselhável seria isolar a parte danificada, como descrevi no início deste artigo.


Este ajuste não pode ser feito pelo Scandisk, NDD, ou outros programas de diagnóstico, é preciso usar o formatador do próprio fabricante. Quando se compra um HD na caixa, em versão retail, o formatador vem gravado num disquete. Porém, como aqui no Brasil quase tudo entra via descaminho e é vendido embrulhado em plástico bolha, dificilmente recebemos os disquetes. Mas de qualquer forma, os fabricantes disponibilizam estes programas gratuitamente pela Internet. Os endereços dos principais fabricantes são:

Adaptec: http://www.adaptec.com/

BusLogic: http://www.buslogic.com/
Chinon: http://www.chinon.com/
CMD Technology: http://www.cmd.com/
Conner: http://www.conner.com/
Data Technoloy: http://www.datatechnology.com/
Digital Research: http://www.dr-tech.com/
Fujitsu: http://www.fujitsu.com/
GSI: http://www.gsi-inc.com/
IBM: http://www.ibm.com/
Initio: http://www.initio.com/
KingByte: http://www.kingbyte.com/
Longshin: http://www.longshin.com.tw/
Maxtor: http://www.maxtor.com/
New Media: http://www.newmediacorp.com/
Paradise: http://www.paradisemmp.com/
Qlogic: http://www.qlc.com/
Quantum: http://www.quantum.com/
Seagate: http://www.seagate.com/
Tekram: http://www.tekram.com/
Toshiba: http://www.toshiba.com/
Tyan Computer: http://www.tyan.com/

A maioria destes programas são feitos pela Ontrack e licenciados para os fabricantes. Na maioria das vezes temos apenas programas castrados, que funcionam apenas nos discos de um determinado fabricante. Porém, a Ontrack comercializa um programa chamado Ontrack Disk Manager (ou Disk Go!) que funciona com praticamente qualquer disco. Este programa é uma chave mestra que substitui a coleção de programas fornecidos pelos fabricantes, mas custa 60 dólares. Mais informações podem ser encontradas em http://www.ontrack.com/.

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